Exemplo europeu de saúde digital

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International Panel Portugal – European Example of Digital Health
Moderator: Micaela Monteiro, MD (Portugal)

Speaker: Prof. Dr. Henrique Martins, MD, PhD, MLaw, FIAHSI. (Portugal) Lecture: European Union: the path to a single, digital healthcare market

Speaker: Dra. Paula Brito Silva, CEO, CUF Digital (Portugal) Lecture: Lead a “classic” healthcare provider into the digital healthcare era: mission impossible?

Speaker: André Eiras dos Santos, MSc, MBA, Founding team of SWORD Health and VP of Strategic Business Development (Portugal) Lecture: Innovation and entrepreneurship in digital health: from Portugal to the world

Speaker: André Rufino, Director for the Healthcare Ecosystem at Ageas (Portugal) Lecture: Digital health as an opportunity to create a new value relationship with the customer

Speaker: Dra. Paula Brito Silva, CEO, CUF Digital (Portugal). Lecture: Lead a “classic” healthcare provider into the digital healthcare era: mission impossible?

Sou uma prestadora de saúde tradicional há mais de 20 anos. A CUF é provedora de serviços de saúde em Portugal. Gerenciar processos complexos é comum pra mim. Tive responsabilidade de liderar a CUF na era digital e estamos tentando descobrir as formas e desafios.

Como instituições tradicionais entram na era da saúde digital?

Diariamente temos desafios. Um dos maiores é que somos líderes. Poderia ser mais fácil por causa disso, mas não é. Algumas vezes o líder tem excesso de confiança esperando que clientes cheguem até ele, e não tem consciência das ameaças dos modelos novos de saúde.

Outro desafio é ter capacidade de entender diferentes tipos de consumidores. Temos uma forma tradicional de prestar serviços de saúde. Temos diferentes pontos de contato com o paciente, entretanto não revemos isso de forma contínua.

“As pessoas hoje querem uma companhia, uma jornada (que pode ser temporária ou contínua) e o provedor de saúde deve ter capacidade de estar com eles quando eles querem e onde estiverem. A tecnologia é a forma que permite a proximidade com o paciente.”

Outro desafio curioso é que temos vários tipos de concorrência. Costumávamos olhar para outros hospitais como concorrentes, mas agora temos empresas tecnológicas, startups, seguradoras, empresas de varejo e todo mundo quer fornecer serviços de saúde. Não estamos acostumados a lidar com tanta concorrência.

Um outro desafio interessante é entender a natureza do investimento. Sabemos como investir no tijolo, sabemos como avaliar isso, qual é o retorno: quantos exames precisamos fazer para ter o investimento de volta. Mas com relação ao digital não sabemos ainda o retorno e é mais difícil convencer os profissionais sobre investimentos em tecnologia sem saber muito sobre indicadores e como avaliar tudo isso.

Esse conceito do hospital digital é muito importante. É possível para um provedor tradicional como a CUF fazer essa transformação? A CUF está um passo adiante porque podemos agrupar a saúde presencial e a digital através da telemedicina, temos todos os profissionais necessários para uma jornada híbrida e podemos atender as necessidades dos pacientes na atenção primária e secundária.

Precisamos de muita ajuda para a mudança de cultura. Sabemos que as empresas tradicionais não sabem ser ágeis e não estamos acostumados com planejamentos de curto e médio prazos, então precisamos de cientistas de dados e tudo fica mais fácil com colaborações de outras empresas e parcerias para agregar aquilo que não temos. A palavra-chave é “ecossistema”: o negócio não gira só em torno das paredes do hospital, dos médicos e enfermeiros. Temos que extrapolar esses muros.

André Eiras dos Santos, MSc, MBA, Founding team of SWORD Health and VP of Strategic Business Development (Portugal). Lecture: Innovation and entrepreneurship in digital health: from Portugal to the world

Somos uma clínica virtual de fisioterapia com médicos certificados.

Ex: Pedro sofreu acidente de carro e ficou em coma. Acordou mas não tinha como acessar sozinho a clínica de fisioterapia, então seus pais tinham que ir ao centro de Lisboa sempre e logística era sofrível. A família mudou-se para Cuba para ajudar na reabilitação do Pedro. Toda a família abandonou empregos.

Avaliamos o mercado e descobrimos que a fisioterapia é uma das 10 profissões que tem menos profissionais disponíveis. É impossível as pessoas terem acesso a uma especialidade quando há falta de profissionais.

A fisioterapia não mudou nos últimos 60 anos e ainda depende de interações humanas. Não é conveniente e acessível para todos. As pessoas param de frequentar as sessões de fisioterapia no meio do tratamento. Com a COVID-19 muita coisa mudou… problemas ergonômicos, na lombar e etc. por conta do estilo de vida vieram à tona.

Criamos o conceito do terapeuta remoto com tablet e sensores de movimento para os membros dos pacientes, um modelo mais escalável e conveniente. Algoritmos passam dados em tempo real para os profissionais acompanharem e verem tudo o que acontece pelo portal da internet.

O paciente preenche seus dados, faz uma chamada de vídeo para entrevista, o profissional faz o programa específico e personalizado, a tecnologia é encaminhada para a casa do paciente. Depois da sessão, os dados vão para o fisioterapeuta para análise e o tratamento com medicamentos é prescrito, se for o caso. Há também encaminhamento de artigos educativos para a melhora dos hábitos do paciente.

Desfechos: temos relatos de diminuição da dor por 70% dos pacientes, 64% de diminuição de cirurgias e aumento de produtividade em 32%.

Speaker: Prof. Dr. Henrique Martins, MD, PhD, MLaw, FIAHSI. (Portugal). Lecture: European Union: the path to a single, digital healthcare market

Médico supervisor da TI e convidado pelo Ministério da Saúde de Portugal para trabalhar com desenvolvimento de projetos para TI. Aluno de direito e consultor.

Portugal desempenhou um papel relevante no cenário europeu e a rede começou a se tornar conhecida por conta dos certificados digitais e padrões europeus; mais de 40 países adotaram esses padrões fora da Europa. Temos uma tendência de bagunçar as coisas tentando fazer sozinhos.

Acredito que a União Europeia (UE) é um grande espaço de heterogenia, são “nações dentro de países” e para o mercado de saúde isso é muito útil. A saúde digital é interoperabilidade e tenho um estudo para definir padrões em todas as plataformas digitais.

No contexto Europeu, tivemos um conceito simples de mobilidade dos cidadãos. Quando se mudam, precisam de serviços no outro lugar.

Usar uma plataforma para harmonizar os dados na UE e por consequência harmonizar o cuidado com o paciente.

Na Europa, 27 países colaboram entre si. São 27 ministérios da saúde e os tópicos são telessaúde, big data e habilidades profissionais. Os países usam conteúdos e diretrizes em ações conjuntas a partir de julho de 2021, liderados por Portugal. Um dos grandes desafios foi a interoperabilidade.

Nos últimos 10 anos, o My Health é uma plataforma digital que vai de um país para outro, com um acordo legal e dados em segurança. Compartilhamos resumos dos pacientes (como alergias, cirurgias) e receitas eletrônicas.

Temos 3 milhões de pessoas usando o portal (serviços de saúde públicos ou privados). É um serviço de cidadania mesmo!

O mercado de Portugal é bom porque algumas regulamentações já existem. Temos Lei da Governança de Dados e a saúde da UE está fazendo muitos esforços para um desenvolvimento sustentável.

Uma União Europeia com saúde forte significa dados acháveis, confiáveis, pacientes empoderados pelo digital e profissionais mais digitais.

Acredito que a Medicina e a pesquisa estão se tornando europeias.

Sobre o conceito “Hospitals on fire”, significa troca de dados padronizada, colocando os hospitais num grande mapa digital.

Speaker: André Rufino, Director for the Healthcare Ecosystem at Ageas (Portugal). Lecture: Digital health as an opportunity to create a new value relationship with the customer

Engenheiro, profissional de seguradora de saúde há 10 anos, ligado a desenvolvimento de produtos tais como direitos autorais, precificação e estratégias.

A Ageas tem 45.000 colaboradores no mundo.

Medis seguradora: proposito é fazer bem à saúde. A saúde digital não é uma estratégia e sim uma adaptação para o mundo em que vivemos.

Se voltarmos na linha do tempo, em 1996 fundamos a empresa com o primeiro serviço de telessaúde. Em 2015 criamos parceria para desenvolvimento de cabines de telessaúde e elas foram colocadas em corporações para que os trabalhadores tivessem mais acesso aos serviços de saúde.

Recentemente a telessaúde foi totalmente integrada em nosso App e para programas de prevenção e bem-estar.

A saúde digital permitiu mais conectividade com os consumidores, indo além do cuidado. É a saúde na sua mentalidade, tudo num pacote só. Ex: oncologia: há alguns anos lançamos um plano de prevenção para os pacientes fazerem gerenciamento de risco e monitoramento com exames durante toda a vida, promovendo um relacionamento diferenciado. As pessoas que se inscreveram fazem exames mais frequentemente. A longo prazo isso pode antecipar alguns dos custos, mas cria perspectivas melhores.

Ex2: A OMS lançou um pacote para governos apoiarem programas de atividade físicas. Temos App de bem-estar, por meio do qual recompensamos os pacientes e classificamos todos de acordo com atividade física que praticam e há competências clínicas especiais para os pacientes mais ou menos ativos. É uma preocupação com a inatividade das pessoas.

Tudo isso cria melhores relacionamentos e benefícios para a população.

Consistência: 98% das ligações da triagem estão acontecendo pela Inteligência Artificial supervisionada por enfermeiros.

Cuidado: app com médicos 24/7, com históricos dos pacientes compartilhados entre médicos para proporcionar mais eficiência. A produtividade dos trabalhadores não é tão impactada porque as consultas acontecem muitas vezes em horário de trabalho.

Cuidado primário: levar tudo o que está no celular para o paciente e o médico. Receitas médicas, prontuários conectados e serviços que permitem superar barreiras do físico, indo para o digital.

Parceiros: engajamento especialmente na inovação, através de uma abordagem para fornecer serviços de qualidade aos pacientes.

Liderança: promoção de debates públicos. As pessoas não entendiam como o consumidor encara a saúde. A percepção da saúde é subjetiva. O que é ser saudável?

Como trago todas as pessoas para melhor motivação e consciência para a saúde? Esse é nosso papel aqui.

Debate:

Vantagens de se começar negócios em Portugal?

Há talentos incríveis com custos bons, diferentemente dos EUA, por exemplo. Portugal tem um tamanho bom territorialmente para encontrar parcerias para ensaios clínicos e melhor escalonamento. A criação de valor está em Portugal.

Não há medo por parte dos pacientes em compartilhar dados sensíveis com as empresas?

Reputação e transparência são importantes. Se você consegue gerar confiança e conexão de qualidade com os pacientes, oferecendo valor, benefícios, as pessoas aderem. Manter o seu valor é mais importante que os ganhos de curto prazo que muitas vezes são tentadores. Se marcas e empresas se tornarem respeitosas com seus consumidores, serão construídos relacionamos de mais valor.

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